Que beleza! Seremos uma potência do etanol. A Terra Brasilis recebe chefes de Estado dos quatro cantos do mundo. Todos seduzidos por nossos imensas plantações de cana, extensões de terra ainda inexploradas e mão de obra semi-escrava, que colhe da terra a matéria-prima de combustível renovável. Um trabalho hercúleo por alguns tostões.
Celebremos esse incrível negócio que está sendo feito pelo nosso competente governo. Em breve veremos todo nosso território novamente tranformado em canavial, tal e qual na época em que eramos colônia. Em vez de escravos, os heróicos usineiros empregarão por salários ridículos um exército de homens e mulheres para cortar várias toneladas por dia nos campos. As queimadas tornarão nosso ar mais irrespirável e ,se usados agrotóxicos , teremos manaciais ainda mais poluídos. Isso sem contar que a área para o plantio de alimentos já começa a encolher e aí também teremos fome. Agradeçamos aos governantes, já que o jejum purifica a alma.
Viva !!! E o brilhante texto abaixo esmiuça a glória nacional executada com brilhantismos por nossos governantes. Um brinde a isso! Com aguardente, se sobrar algo da produção de combustível.
Um Novo Pacto Colonial
Por Gilberto Andrade de Abreu em 22/03/2007
Fonte: Gazeta Mercantil
22 de Março de 2007 - O aquecimento global está provoca efeitos além do clima. E o que nos preocupa, com a valorização da bioenergia, etanol, álcool e quejandos, é a monovisão economicista. Fala-se e repisa-se sobre as oportunidades que o Brasil terá. Hipertrofia-se a capacidade brasileira em tecnologia e terras agricultáveis, além de haver um dimensionamento exagerado dos possíveis ganhos ambientais. Muitos esquecem que o setor sucroalcooleiro recebeu bilhões de dólares no Programa do Pró-Álcool, a partir de 1975, e não se investiu um cêntimo em pesquisa para o álcool-químicos e sucroquímicos. Em suma, apesar dos avanços em mecanização, em geração de energia, na adição de alguns novos produtos, o setor continua o mesmo. Notadamente nos aspectos sócio-ambientais. Salvo as exceções de praxe, neles, a usina apenas sucedeu ao engenho.
A pesquisadora Maria Cristina Gonzaga, da Fundacentro, órgão ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego, não deixa por menos: "o açúcar e o álcool no Brasil estão banhados em sangue, suor e morte. Os trabalhadores são massacrados, ficam doentes o tempo todo por diversos motivos". Se nos anos 80, o trabalhador cortava 4 toneladas de cana ao dia, hoje corta 10 toneladas. Isso lhe dá o direito de receber de R$ 413 por mês. Segundo o Boletim do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador: cada cortador de cana é levado a dar 30 golpes de facão por minuto em oito horas. A Pastoral do Migrante computou, somente no Estado de São Paulo, 17 mortes por extenuação nos canaviais em 2005 e 2006. Em seus laudos médicos, quase sempre se inscreve: "causa-mortis", parada cardíaca. E há outro jeito de morrer?
Em termos ambientais o desastre não é menor. Os mantos vegetais desapareceram. No município de Ribeirão Preto estão reduzidos a meros 3,8%. As matas ciliares que deveriam ter sido poupadas, não existem. As mudanças climáticas já são perceptíveis. Nos meses de estio que vão de abril a setembro registraram-se taxas de umidade relativa do ar baixíssimas. Na segunda semana de 2006 foram inferiores a 10%, fato que revela um estado emergencial. Na Câmara Municipal foi, inclusive, instalada uma Frente Parlamentar para produzir estudos e análises sobre o tema.
Enquanto isso, a "turma da tripa forra" comemora. A produção nacional, segundo dados do Ministério da Agricultura, na safra 2007/08, deve chegar a 475 milhões de toneladas. A produção de etanol deve ultrapassar os 17,5 bilhões de litros previstos. As projeções informam que essa cifra será dobrada.
Os passivos sociais e ambientais serão compartilhados? As distâncias sociais brasileiras serão diminuídas? Haverá um zoneamento agrícola que os norte-americanos adotam desde 1914?
(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 7)(Gilberto Andrade de Abreu - Gilberto Andrade de Abreu é professor, historiador, escritor, doutorando em Educação pela Unicamp e Vereador em Ribeirão Preto pelo Partido Verde)
terça-feira, 27 de março de 2007
terça-feira, 13 de março de 2007
Os Britânicos caíram na rede
Sumo.Tv é a versão britânica do You Tube e dá um passo rumo a convergência das telas da Tv e do computador. Além de hospedar vídeos feitos por usuários, permite
acesso a um dos canais que são captados por assinantes da Sky na Inglaterra.
Outra diferença em relação ao You Tube é que os vídeos compartilhados no site podem também ser inseridos na programação do canal - e os autores recebem pelas produções.
De onde vem o dinheiro? Dos anunciantes e também de serviços interativos disponíveis em celular.
Quem quiser bisbiolhotar o site , que foi criado pela Cellcast,vai encontrar 40 mil vídeos. O canal negocia a transmissão no Brasil.
acesso a um dos canais que são captados por assinantes da Sky na Inglaterra.
Outra diferença em relação ao You Tube é que os vídeos compartilhados no site podem também ser inseridos na programação do canal - e os autores recebem pelas produções.
De onde vem o dinheiro? Dos anunciantes e também de serviços interativos disponíveis em celular.
Quem quiser bisbiolhotar o site , que foi criado pela Cellcast,vai encontrar 40 mil vídeos. O canal negocia a transmissão no Brasil.
terça-feira, 6 de março de 2007
No Elevador do Filho de Deus
Elisa Lucinda
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas
Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento
Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!
Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas
Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento
Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!
Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.
sábado, 3 de março de 2007
Olha a Lua!
A lua é sempre presente nas varias mitologias e crenças folkloricas e é sempre associada as dinvidades femininas.Assim, a deusa grega Séléné(Luna para os romanos) foi associada a lua,antes de ser substituida por Artémis(Diana para os romanos).Tambem para os Mesopotamios,onde o Deus Nanna(ou Sin) é associado à lua e ainda na mitologia nordica,atribuindo Lsil o Deus da lua.
Os conhecimentos empiricos dos homens sobre a agricultura deram sempre grande importancia à lua,nas diversas fases de crescimento dos vegetais ou mesmo para determinar o momento propicio à colheta..
O termo « lunatico » é derivado de lua pela crença em que ela seria a causa do ciclo menstrual da mulher ou responsavel por uma loucura periodica !A mesma coisa concernando a lenda do lobsomen ;Creatura mitica que que recebia sua força da lua e passava da forma humana à uma forma animal durante as noites de lua cheia.
A lua sempre faz sonhar,principalmente pelos casais apaixonados ,que considerm o clarão de lua como um momento magico e muito romantico…Agente chama de lua a todo satelite natural de um planeta,mas de Lua com um L maiusculo o unico satelite natural da terra que por sua visibilidade e suas excentricidades, constitui sempre um foco de interesse para os humanos.
Para aqueles que gostam e precisam consultar ,que acreditam na força desse satelite precioso que canta e encanta todos nos terrestres,mimeografo Brasil publica suas fases para todo o ano de 2007.Bom proveito !
sexta-feira, 2 de março de 2007
"Bixas" não são homens
Pérola filosófica encontrada em uma cartilha escolar da Secretaria Estadual de Educação no Rio de Janeiro: "Penso, logo existo/loiras burras não pensam, logo loiras burras não existem/meu amigo diz que não é viado porque namora uma loira inteligente/ se uma loira inteligente namorasse meu amigo ela seria burra/ como loiras burras não existem, meu amigo não namora ninguem/logo, meu amigo é viado mesmo."
Outra maravilha da mesma cartilha educativa: "Todo homem é mortal/os bixas (sic) não são homens/ logo os viados são imortais."
Os gays gritaram alto contra a cartilha mas e as loiras? Quem se habilita a abrir uma entidade de representação das loiras?
Segundo " O Globo " o enunciado foi elaborado por um professor da USP que tem uma participação especial nesse vídeo "cabeça", doméstico, descoberto pelo Mimeografo Brasil sobre as questões "fundantes" da homosexualidade acadêmica: sexo, discoteca e maionese. O professor é o cabeludo que aparece no banheiro. Vídeo recomendado para os maiores de 18.
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