segunda-feira, 30 de abril de 2007
Seguro de vida
Basta ter R$ 1 mil para ter um seguro de vida na Bahia.E não precisa de seguradora, apólice ou banco no meio das negociações. Um telefone de um matador resolve o problema. Os mais eficientes são os que moram em Sergipe, disse o nativo que me explicou esse sistema. Ele mesmo tem seu seguro poupança e os telefones úteis para a contratação do serviço. O dinheiro é aplicado da seguinte maneira : o transporte,a hospedagem, o pagamento e a fuga do contratado. Há gastos também para atrair a vítima, quase sempre o custo de uma bebedeira para uma aproximação tranquila do algoz. O trabalho geralmente se consuma nas alvas areias das praias desertas, onde a polícia raramente chega e as baixas da população ficam no anonimato da impunidade. Fato ou boato?Lá, ninguém sabe, ninguém viu, mas todo mundo comenta.
Pegada Ecológica
O professor Ladislau Dowbor é um economista que não se diz um pessimista quanto ao modelo econômico do qual partcipamos. Diz ser um otimista bem informado. Ao citar média de velocidade dos carros em São Paulo, afirma que com a moderna frota atingimos a finalmente a rápidez das carroças: 14 quilômetros por hora.A poluição causada pelas emissões dos automóveis e o esgotamento das reservas de petróleo faz do etanol a grande vedete do momento. Só que,lembra o professor, para produzir etanol será preciso uma enorme quantidade de petróleo para os tratores usados na plantação, nos caminhões que transportam as cargas, na distribuição do combustível limpo (?). A prioridade absoluta dos chefes de estado é onde plantar cana e colher algo que faça as engrenagens da sociedade continuarem funcionando.
É difícil abrir mão do conforto de transitar pelas ruas num carro,com ar condicionado, mas é fácil descobrir com quanto cada de um de nós contribui para a desgradação dos espaços urbanos calculando a pegada ecológica.
Basta acessar o site http://www.myfootprint.org/ para saber a sua contribuição para a sustentabilidade do planeta. Clique no título para acessar o blog do professor Ladislau Dowbor.
É difícil abrir mão do conforto de transitar pelas ruas num carro,com ar condicionado, mas é fácil descobrir com quanto cada de um de nós contribui para a desgradação dos espaços urbanos calculando a pegada ecológica.
Basta acessar o site http://www.myfootprint.org/ para saber a sua contribuição para a sustentabilidade do planeta. Clique no título para acessar o blog do professor Ladislau Dowbor.
terça-feira, 17 de abril de 2007
Ai que saudades eu tenho da Bahia...
A música de Dorival Caymmi me veio a cabeça quando coloquei os pés na Praia do Forte. Estive lá há alguns anos e a vila me pareceu a mais perfeita tradução do paraíso. Ruas tranquilas de terra batida , pousadas charmosas, artesanato local a preços módicos e acesso a praias paradisíacas com piscinas naturais.
A Praia do Forte não é mais a mesma . O mar continua com uma cor caribenha, mas os condomínios de luxo fecharam o acesso a um bom pedaço da beira mar. Há seguranças com rádio para impedir a aproximação por carro de qualquer incauto que ouse invadir a privacidade de ruas com mansões para alugar - que na baixa temporada parecem cenário de uma cidade fantasma. A praia é de todos , mas a intolerância dos endinheirados especuladores imobiliários impede que se chegue à ela. A não ser que se queira caminhar pela praia, o que é difícil quando a maré sobe, ou se embrenhar pelo labirinto de ruas traçadas para excluir nativos e turistas. Um desconforto imposto às crianças e às pessoas com dificuldade de locomoção sem o menor pudor.
O artesanato local está em barraquinhas perto da igreja, onde é possível encontrar colares de coco e sementes da região com design interessante.Cristina, que chegou há 15 anos em Arembepe, leva para as areias uma coleção de colares e pulseiras feitos em cobre, que lembram desenhos de jóias estruscas. Mas estes artistas perderam lugar para grifes e lojas de shopping que ocupam a rua principal. Estranho. Quem viaja busca descobrir a cultura e as tradições locais e aos poucos a Praia do Forte enfraquece as raízes, perde a identidade.
Há núcleos de resistência, como o restaurante Casa de Nati. Ali se come iguarias com o tempero nativo e se priva da gostosa conversa da dona do estabelecimento. Maria Natividade nasceu na região e faz uma muqueca e uma casquinha de siri como ninguém. Ri da ansiedade dos forasteiros , daqueles que torcem o nariz para a simplicidade do ambiente e perdem a chance de conhecer sua saborosa hospitalidade.
Quem conhece Nati sai dali com saudades da Bahia.
Casa da Nati - Av. ACM, s/nº Tel.: 676-1239. Frutos do Mar
A Praia do Forte não é mais a mesma . O mar continua com uma cor caribenha, mas os condomínios de luxo fecharam o acesso a um bom pedaço da beira mar. Há seguranças com rádio para impedir a aproximação por carro de qualquer incauto que ouse invadir a privacidade de ruas com mansões para alugar - que na baixa temporada parecem cenário de uma cidade fantasma. A praia é de todos , mas a intolerância dos endinheirados especuladores imobiliários impede que se chegue à ela. A não ser que se queira caminhar pela praia, o que é difícil quando a maré sobe, ou se embrenhar pelo labirinto de ruas traçadas para excluir nativos e turistas. Um desconforto imposto às crianças e às pessoas com dificuldade de locomoção sem o menor pudor.
O artesanato local está em barraquinhas perto da igreja, onde é possível encontrar colares de coco e sementes da região com design interessante.Cristina, que chegou há 15 anos em Arembepe, leva para as areias uma coleção de colares e pulseiras feitos em cobre, que lembram desenhos de jóias estruscas. Mas estes artistas perderam lugar para grifes e lojas de shopping que ocupam a rua principal. Estranho. Quem viaja busca descobrir a cultura e as tradições locais e aos poucos a Praia do Forte enfraquece as raízes, perde a identidade.
Há núcleos de resistência, como o restaurante Casa de Nati. Ali se come iguarias com o tempero nativo e se priva da gostosa conversa da dona do estabelecimento. Maria Natividade nasceu na região e faz uma muqueca e uma casquinha de siri como ninguém. Ri da ansiedade dos forasteiros , daqueles que torcem o nariz para a simplicidade do ambiente e perdem a chance de conhecer sua saborosa hospitalidade.
Quem conhece Nati sai dali com saudades da Bahia.
Casa da Nati - Av. ACM, s/nº Tel.: 676-1239. Frutos do Mar
domingo, 15 de abril de 2007
Jazz no Paraguai
Para quem pensa em encher a sacola de bugigangas no Paraguai pra fazer a feira no Brasil, marquem em suas agendas eletrônicas: o Festival de Jazz de Assunção é em abril e vale a pena deixar de lado a coleção de Rolex baratos a comprar para ouvir uma boa música. Na primeira noite da décima edição do festival desse ano teve o "CCPA Jazz 7", uns rapazes animados do Centro Cultural Paraguaio-Americano, que abriga o festival e o guitarrista da velha guarda do blues Bill Sims Jr. junto com o dorminhoco trombonista Clark Gayton que trouxeram um delicioso som da "big apple" comandado por um notebook da Apple (veja a pagina do Gayton e ouça a musica dele clicando no título dessa postagem). Na segunda noite um contraste entre Argentina e Paraguai: de um lado a musica entendiante e depressiva dos hermanos portenhos do " Luis Nacht cuarteto" - os caras anunciaram um samba e tocaram uma macha fúnebre, para quem diz que o samba morreu em Brasília, experimente ouvir esses caras de Buenos Aires. Do outro lado o som vibrante de três jovens paraguaios que fizeram valer a noite. Eles formam o Movi Dick. O disco deles foi disputado a tapas. O último dia foi reservado para um tradicional musico do Paraguai com um tradicional quarteto, tocando um tradicional jazz e para uma incrível estréia internacional de duas brasileiras em um duo de piano: o " DuoGisBranco" formado por Bianca Gismonti e Claudia Castelo Branco. As meninas deram um show de bola. Foram as únicas aplaudidas de pé. Para quem não conhece ai no Brasil essa preciosidade; saia em busca. Elas são um tesouro de verdade. Vejam o vídeo e ouçam também algumas musicas no site delas www.myspace.com/duogisbranco
sexta-feira, 6 de abril de 2007
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