quinta-feira, 5 de abril de 2007

Luz, Câmara, Ação!

Na edição de hoje do Correio Braziliense uma declaração intrigante do Deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) sobre a redução do número de vagas oferecidas para jornalistas no Concurso da Câmara : "Ele ( o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, PT-SP) não vê necessidade de contratar mais jornalistas além dos que já formam o quadro da Câmara. Ele acha que o que se precisa é que os deputados venham para a Câmara e trabalhem. Assim a imagem da Câmara vai melhorar".

É obvio que a presença e a dedicação dos parlamentares ao trabalho é crucial não só para melhorar a "imagem da Casa", mas para o bom funcionamento do País. Quanto à Tv Câmara, ela tem exercido um importante papel na democracia brasileira ao colocar no ar os bastidores do legislativo. Enquanto as outras emissoras, em sua maioria, só mostram a votação em plenário, quando as negociações se consumam, a Tv Câmara transmite o funcionamento das comissões - onde de fato ocorrem as negociações e embates partidários sobre as questões nacionais. Transmite, na íntegra , os pronunciamentos e e debates parlamentares que , apesar de enfadonhos, permitem desvendar o posicionamento de cada um deles. É um instrumento de fiscalização dos representates do povo. Sintonizando na Tv Câmara cada brasileiro tem a chance de checar se ajudou a eleger um político que representa com dignidade e seriedade o mandato que lhe foi conferido pelo voto.

A declaração do Deputado Serraglio deixa no ar uma inquiteção sobre o papel da Tv Câmara. É crível que ela não tenha sido criada para melhorar a "imagem da Casa", mas para levar ao conhecimento da opinião pública o trabalho ali realizado e submeter ao julgamento do eleitor o desempenho dos eleitos. Não creio que seja interessante para o Brasil confundir este papel com o de um instrumento do marketing político-insitucional da Câmara.

Há que se registrar, ainda, que os concursos públicos visam aferir os conhecimentos específicos dos candidatos para vagas hoje ocupadas por funcionários terceirizados, cujo critério de escolha é bem mais subjetivo do que os definidos pelos concursos.Se há necessidade de contratação de mais profissionais da imprensa?Essa é outra história.

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