quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

CHANEL e a HAUTE-COUTURE


Alta-costura. Esta palavra faz sonhar e a vida que gira em torno dela também. Como ninguém, Karl Lagerfeld, da maison Chanel, sabe oferecer a esse universo uma porção igual de magia e de realidade. A sua prática de combinar pequenas vestes e collants pretos mostra que ele conhece esses códigos nas pontas dos dedos. Ele oferece aos seus clientes um arsenal de conjuntos em « tweed », com cintos em vernis , de pequenos casacos com duplos botões e detalhes em cetin preto…A decoração? Um grande tapete cinza, tendo no fundo cortinas da mesma cor, faz lembrar um ateliê de costura. E, no entanto, o desfile aconteceu no Grand Palais, prestigioso prédio construido na época das grandes exposições universais, quando Paris sediou algumas das mais importantes no inicio do seculo XX.
O grupo « Cat Power », ao vivo, esquentou a atmosfera.
Na primeira fila, entre as inumeras personalidades habituais, Sofia Coppola, lado a lado com Diana Kruger. Em frente, as mulheres do poder-Bernadette Chirac, Anne Sincler, Claude Pompidou pareciam estar em casa. E a força da maison Chanel, de reunir os fãs de todas as generações e de todos os meios em torno do tweed, da camélia, da cor bege, do branco e do preto. Mas, sobretudo, em torno de uma feminilidade completamente afirmada, herdada de Gabrielle Chanel. Uma attitude que Karl Lagerfeld sabe muito bem perpetuar. A alta costura de Chanel hà o merito do frescor! E mais uma vez, acerta no alvo e faz uma demonstração da perfeita mecânica do “savoir faire”. Mr. Lagerfeld, grande senhor, traz consigo toda a sua equipe do studio de “la rue Cambon”.
Mimeógrafo Brasil convida seus leitores para uma rápida visita em imagens do que foi o desfile da maison Chanel, para a coleção primavera/verão 2007 da « haute couture » parisiense, que aconteceu na semana passada. Talvez uma das mais belas coleções desta temporada, e, quem sabe, uma das mais belas que Chanel apresentou nesses últimos anos. A « Haute Couture », essa patente francesa, que acontece duas vezes ao ano e que faz enlouquecer os terráqueos… !
Clic no titulo.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Axe Music na India.



A revolução cultural indiana é feita pelo Axé Music. Diversas bandas baianas passam parte do ano em Nova Deli para ensinar passos da dança e rítmos baianos para os indianos. O Mimeografo Brasil mostra para você as imagens dessa revolução. É uma nova imagem da India. Para quem ainda pensa que os indianos vivem na beira de um rio com aquele olhar-de-tapa-na-panteira, esperando a vida passar, vejam o video acima. Notem a mistura dos passos do axé com a sensualidade kamasutriana indiana. São gestos tão originais que devem ser copiados. Observem com bastante atenção. Pela animação de todos, parece que a coisa funciona. Um sucesso. Salve a Bahia.

domingo, 28 de janeiro de 2007

A verdadeira autobiografia



Noah Kalina, um menino maluquinho genial e disciplinado, resolveu fazer a sua biografia tirando fotos todos os dias dele mesmo durante 6 anos. Nessse primeiro trabalho sãõ 2356 fotos. Uma obra ainda em construção mas desde já impressionante. Quem quise seguir o dia-a-dia do cara, clique no título dessa postagem.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Um amor de tubarao


Arnold Pointer,um pescador profissional do sul da Australia, tem um enorme problema :uma grande fêmea de "carcharodon carcharias" parece estar enfeitiçada por ele desde o dia em que a libertou de um enorme anzol e a salvou de uma morte certeira! ”já faz dois anos que ela não me deixa em paz”, desabafou o pescador aos jornalistas, alertados por essa curiosa história.”Ela me segue por todos os lugares. Ela espanta os peixes que eu tento pescar. Não agüento mais, não sei mais o que fazer!” É Realmente difícil se livrar de um tubarão de uma espécie protegida e medindo 5 metros, mesmo porque depois desse tempo uma afeição mútua acabou nascendo entre Arnold e “Cindy”,que cobra sua cota diária de carinhos...”Logo que eu paro o barco, Cindy vira a barriga pra cima para que eu a acaricie. Ela suspira,ela revira os olhos e bate as nadadeiras! Ela fica louca!” Mas essa relação não deixa de ser completamente sem perigo:”O pior é quando ela quer brincar de bola comigo. Ela lança golfinhos de 200 kilos, metade estraçalhados, sobre meu barco. Na última vez, tive que refazer toda a cabine de pilotagem.”

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Madonna canta: cada macaco em seu galho



O video "Jump" de Madonna lançado ontem é parte da estratégia do novo DVD que vem por ai para arrecadar graninha para a compra do leite dos meninos que adota. Nesse vídeo participação especial do ginásta Diego Hipólito em excelente forma física.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Como evitar roubar vasos de defuntos


O estilista Ronaldo Ésper, preso na semana passada acusado de furtar dois vasos do Cemitério do Araçá, na Zona Oeste de São Paulo, afirmou nesta terça-feira (23) que estava sob efeito de um remédio que toma contra depressão no dia do furto. “Estava sob efeito de um remédio que eu tomo contra depressão e que me dá uma sensação de que posso fazer tudo. Costumo ir a cemitério para colocar flores e estava à procura de um recipiente. Se estivesse mais lúcido, teria colocado em uma lata ou um balde” Alguém sabe que remédio papa-vaso-de-defunto é esse?

Sensibilizado com o drama vivido pelo estilista Ronaldo Ésper, a coluna de saúde do Diário Granma, Orgão oficial do comitê central do partido comunista de Cuba publicou a seguinte receita:

ESTA DEPRIMIDO?

1. No se fije metas difíciles.
2. Divida las tareas grandes en partes pequeñas, fíjese prioridades y haga lo que pueda.
3. No espere demasiado de usted mismo.
4. Procure estar con otras personas.
5. No tome decisiones importantes para su vida. En cualquier caso es prudente posponer las decisiones importantes hasta que su depresión haya mejorado.
6. No ignore los síntomas tempranos. Mientras más rapidamente se inicie el tratamiento, mejores resultados se obtienen.
7. No utilice alcohol para aliviar los síntomas. El alcohol puede empeorar la depresión.
8.Rechace los pensamientos negativos, estos son parte de la depresión y desaparecerán cuando el tratamiento surta efecto.
9. Haga ejercicios, vaya al cine, asista a un juego de pelota.
10. No se moleste si no mejora de inmediato. La mejoría toma su tiempo.

O Mimeografo Brasil recomenda também o aprendizado do espanhol e a não ingestão de criancinhas.

Novela inglesa tem beijo gay


A Globo não é BBC, América não é Torchwood, Perez não merece gloria e o Brasil... hummm. Deixa pra lá. Veja só o que entra em campo na nossa história:

Folha de São Paulo 11/05/2005

A expectativa criada em torno do beijo entre os personagens Júnior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Erom Cordeiro) tomou uma dimensão de Copa do Mundo na comunidade GLBT.

Umas pessoas aprovaram o veto e deram vazão a comentários preconceituosos ("Achei sensato não aparecer esta pouca vergonha no horário nobre. Parabéns, Glória Perez, em não acabar a novela com baixaria" ou "Achei corretíssimo o fim da novela sem o beijo de Junior e Zeca, é preciso resgatar a moral e a família", escreveram internautas no fórum do MixBrasil).

"Esse beijo tem de ocorrer. O personagem foi muito bem construído e tem ajudado bastante a quebrar preconceitos. O beijo seria o coroamento de tudo isso. E já está mais do que na hora de, entre milhões e milhões de beijos héteros, também se mostre um nosso. Que venham mais", resumiu o espírito o site Gay Brasil, antes da exibição do último capítulo de "América".

"...No último domingo, o jornal inglês "The Observer" publicou: o anúncio de que haveria a cena do beijo "chocou um país considerado um dos mais liberais do mundo". Chocou mesmo? Não é o que aponta o "referendo" que veio à tona na Central de Atendimento aos Telespectadores da Globo.

Na semana passada, 53% dos que se manifestavam sobre o tema eram contrários ao beijo, e 47%, favoráveis. Anteontem, quando a polêmica ganhou mais destaque em programas de TV e Júnior e Zeca estavam mais próximos, o "sim" ao beijo disparou: 80% dos telespectadores defendiam que Glória mostrasse a cena."

Como a cena não aconteceu o Mimeografo Brasil foi busca-la em Londres. Cuidado ao abrir o vídeo você pode se chocar. O problema é seu. Isso aqui não é a Globo e nem a BBC.

Sessao Ternura: Topo Gigio



" Em pleno regime militar um ratinho importado dividia as atenções junto com a telenovela Beto Rockfeller, tratava-se de Topo Gigio, bonequinho criado pela italiana Maria Perego que ganhou fama internacional.

Em seu país de origem, o personagem era apresentado pela atriz Gina Lollobrigida e nos Estados Unidos aparecia no famoso show do Ed Sullivan.

Aqui no Brasil, Topo Gigio começou na Tv Globo, no programa de auditório Mister Show (1969) e fez um grande sucesso na época. Com o término do programa em novembro de 1970, o bonequinho ganhou um programa com o seu nome onde contracenava com Agildo Ribeiro, seu interlocutor humano. Este programa tinha um objetivo educacional de orientar as crianças em suas obrigações diárias como escovar os dentes, lavar as orelhas, fazer a oração, entre outras coisas.

No programa, o ratinho manipulado por Laert Sarrumor e Agildo protagonizavam esquetes enquanto cantarolavam "Meu limão, meu limoeiro", entre outras músicas. As crianças esperavam ansiosas pelo momento em que o boneco, no final do programa, pedisse "um beijinho de boa noite" com seu sotaque italiano e balançando a perninha."

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

domingo, 21 de janeiro de 2007

BULL DANCING


O Bumba meu Boi é ainda hoje celebrado como um ritual coletivo de grande importância social,político e cultural do Brasil. BULL DANCING é um espetáculo que toma como ponto de partida a manifestaçao folclórica do Bumba meu Boi, revisitando as origens desse rito popular a partir de uma descontrução dos elementos folclóricos, revirando as entranhas do corpo. No espetáculo, o corpo serve como metáfora para esse boi sagrado e profano. BULL DANCING é um espetáculo de carne e osso sobre nossos rituais diários de morte e ressurreição, num campo de batalha entre o animal e o racional.
Um espetáculo forte, sensual e intrigante! Tem a direção/concepção/coreografia de Marcelo Evelin. E está em cartaz ,neste momento, na capital mais bonita do hemisfério sul.Teatro Funarte,Brasília-DF.Vale a pena conferir!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Ravioli + Acarajé = Acaravioli

Um acreano chamado Clistenes de Paula inventou essa receita que mistura massa com cacau + vatapa+manga+maracujá e camarão. Aparentemente parece tão bizarro quanto colocar o Bento Ratzinger em desfile de escola de samba vestido de Mãe Menininha na ala das baianas distribuindo beijos para a arquibancada. Mas, para a supresa de todos o tal ravioli na verdade, de vatapá, é um sucesso. Ganhou concurso na capital. Provem. Receita publicada com excluvidade pelo Mimeografo Brasil.

Molho:
500 gr de manga cortada em cubos
Leite de Côco - 225 gr
Dendê - 50 Gr
azeite de oliva - a gosto
cebola Brunoise - 50 gr
Alho - 2 dentes picados
polpa de maracujá (Não vale suco de garrafa) - 50 gr
Suco de limão - 10 gr
sal - a gosto

Refogue a cebola junto com o alho, até as cebola
começarem a ficar transparentes, adicione a manga ou
polpa de manga e os demais ingredientes. Mexer, até
obter uma mistura homogênea, deixar ferver por uns 2
minutos. Coe numa peneira de trama larga, e reserve.

Recheio
tomates brunoise - 115 gr
Camarão seco sem cascas - 350 gr
Pimentões Brunoise(verde, vermelho e amarelo) - 200gr
total
cebola brunoise - 50 gr
alho - a gosto
Vatapá - 300 gr

Preparo:
Esquente a panela, coloque um fio de azeite de oliva,
e coloque os tomates para retirar a acidez, junte a
cebola para clarear, e em seguida os pimentões.
Refogue (evite fazer água) até perceber um leve aroma
de pimentão adocicado. Junte os camarões, refogue mais
um pouco, corrija o sal e reserve.

Vatapá
300 gr de pão de forma
150 gr de leite de côco
10 gr de Hondashi
50 gr de azeite de dênde
60 gr de castanha de caju (moida grosseiramente).
cebola - 50 gr
alho - dois dentes picados
sal - a gosto

Esfarelar o pão de forma molhado com o leite de côco,
se estiver muito seco acrescente um pouco mais de
leite de côco, mas deixe a massa com uma consistência
firme.
Acrescente o hondashi, misture bem até obter uma massa
homogênea. Acrescente a castanha.
Esquente a panela, coloque um fio de dendê, refogue a
cebola e o alho, até clarear as cebolas, junte a massa
e o resto do dendê e mexa continuamente para evitar
que a massa grude no fundo da panela, corrija o sal e
reserve.

Massa do Ravioli
Farinha de trigo - 300gr
agua - 160 gr
cacau (sem açucar) - 3 gr
paprica doce - 10 gr
sal 10 gr
azeite - 30gr
Preparo:
Hidrate o cacau com um pouco de água, dissolva o sal,
o cacau junto com a páprica na água para obter uma
colororação marron avermelhada.
Adicione a água na farinha, e misture bem. Adicione o
azeite. Deixe a massa descansar.

Finalização
Estire a massa (2mm). Divida a massa em duas partes.
Com uma colher de chá, vá colocando pequenas bolas de
vatapá espaçadas sobre metade da massa. Depois com a
mesma colher de chá deposite o preparado de camarão e
pimentões sobre o vatapá.
Borrife a massa com água e cubra com massa, a metade
da massa aonde estao as bolinhas de vatapá/camarão.
Pressione a massa para que as duas metades grudem uma
sobre a outra. Corte com molde redondo. Polvilhe os
acaravioles com semolina pra não grudar.
Aqueça o molho, cozinhe os acaravioles. Coloque 7
(sete) acaravioles no prato, molho sobre os benditos.
Decore com brunoise de pimentões, cebolinha cortada,
pimenta dedo de moça e fatias de manga. Bom apetite e aguardo comentários.


quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

A poesia da noite












O vento

Quero so ficar aqui
Esperando o vento
O vento grande bater
Na roupa que as mulheres estenderam
Roupa branca
Minha memoria nao é mais branca
So a roupa
Fluxo nexo sexo perplexo
Vento perplexo?
Nao,o vento nao é branco
O vento é muito pior
Ele é sem cor
Quero so ficar
Esperando o vento bater
Na roupa que as mulheres estenderam
Sem nexo,sem sexo
Perplexo
Vela inflada
Ausência de barco e de cor
Vela inflada
Estou velando o vento.

Sonia Rangel

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Voyages extraordinaires












O que é um vestido? ...é um pedaço de tecido que proteje o corpo da mulher dos olhares e do frio! O que é um vestido de St.Laurent? ...Uma chamada,a porta de entrada de um reino,um ar de dança. O que é uma blusa? ...Uma grande camisa de tecido grosseiro,uma roupa de trabalho. O que é uma blusa de St.Laurent?...Um perfume,um piscar de olhos,uma janela para o corpo.

Texto extraido do catalogo da exposiçao "Voyages extraordinaires"de Yves St. Laurent,esse genial costureiro Francês,que um dia bombou esse planeta e deu de presente as mulheres a "transparencia"!
Fundation Pierre Bergé / Yves Saint Laurent Paris 16 eme
Vale à pena conferir.Link acima ou em "outras imagens".

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Iphone,o canivete suiço

O salão americano da eletrônica para o grande público, que é a maior reunião mundial de profissionais do setor, fechou suas portas recentemente, em Las Vegas, tendo como temas centrais as tecnologias digital e wireless (sem fio), a Consumer Electronic Show (CES), que se celebra em Las Vegas desde 1978, "é um local destinado, antes de tudo, aos profissionais, com fabricantes que chegam para apresentar seus novos produtos e distribuidores que elegem o que porão à venda meses depois »,explicou Jim Barry,porta voz da associação que representa o setor.O acontecimento reúne empresas de áudio, imagem digital, videogames, de tecnologias denominadas emergentes - telefonia e televisão por Internet, tecnologias wireless -, mas também segmentos em expansão como o cinema em casa, a alta tecnologia para automóveis e a rádio via satélite
Segundo as pesquisas, os produtos estrelas de 2006 foram basicamente as telas de televisão de alta definição (tela plana, plasma), os produtos a meio caminho entre o trabalho e o entretenimento (celulares, consoles de videogame de última geração) e, certamente, o reprodutor portátil iPod da Apple em suas últimas versões, "já que este produto é, por si só, um fenômeno social.Os produtos eletronicos viciam e a demanda esta ai…e os produtos também estão ai « acrescentou o analista Carmi Levy,fazendo alusão à saida de « objetos do desejo »,como o console multifuncional Xbox da microsoft e,claro,os ultimos ipod...o Iphone etc.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Fofoca


Spok tem uma mulher. O vulcano saiu aos tapas com o capitão por causa da megera. Um cinegrafista amador gravou essas imagens que somente chegaram agora a terra depois de viajar 2058798765462534746 quilometros no espaço.

Pensamento do Dia


O jardineiro é Jesus e as árvores somos nós. Esse é um mantra budista importante para o nosso crescimento como ser humano. Quanto mais vezes você assistir ao vídeo mas perto da iluminação você estará.

O Pato Donald


Donald Rumsfeld , 74, renunciou ao cargo de secretário de Defesa dos Estados Unidos. Deixa a liderança do Pentágono, cargo que ocupou nos últimos seis anos. Teve o nome envolvido em escândalos, deu pitacos que transformaram a guerra do Iraque num sangrento fiasco e contribuiu para a desastrosa política externa dos falcões da Casa Branca. Mas o pobre tem lá seus bons momentos com alguma ajuda de efeitos especiais...como nesse vídeo.É ver para rir.

Sacar e clicar

Duas da tarde. Os 5 convidados chegam na hora marcada. Ocupam seus lugares enquanto os olhos vagueiam pela sala a procura de uma fonte de energia. Na sequência sacam de suas bolsas os notebooks e postam as máquinas em cima da mesa. Ao lado deles os celulares e os blackberries. Lembra um filme de faroeste, em que os personagens apresentam suas armas na mesa do bar. Num power-point, a agenda de discussão, o projeto e o plano de ação. As dúvidas que surgem são resolvidas com um "google". O encontro se encerra com a cerimônia de troca de e-mails , envio de arquivos e material para pesquisa.

Presos aos grilhões eletrônicos, sempre acessíveis e acessando. Numa rápida conversa, os tetemunhos daqueles que passam horas movendo os olhos e alguns músculos das mãos, clicando incessantemente. Tenho circulado por escritórios de grandes corporações e observado o silêncio dos ambientes. As conversas são pelos sistemas de comunicação interna, o olhos fixos nas telas privilegiam os interlocutores virtuais. Numa ligação para um amigo que tinha acabado de trocar de emprego, ele logo me alertou : " Você tem que falar rápido! Em um minuto realizo três operações financeiras". Desliguei - mandei um e-mail.

Na internet, esta ferramenta que abre um milhão de possibilidades para os curiosos de plantão, encontrei o outro lado deste universo high-tech. Apenas 16,3% das casas brasileiras têm computadores e 12,4% estão conectados à internet (Pnad/2004). Segundo essa pesquisa as escolas públicas atendem mais de 50 milhões de crianças e jovens, e a Unesco revelou, depois de entrevistar cinco mil professores em 26 estados e na capital do país, que mais da metade não navega na internet e nem sequer acessa correio eletrônico.

A exclusão digital caracteriza-se como um aspecto da exclusão social, limita o exercício da cidadania. Esta constatação tem animado debates de pensadores da sociedade da informação/conhecimento. Herbert Schiller, da Universidadade da Califórnia, fala da “informação socialmente necessária”.Ele destaca que, do jeito que a coisa anda, em vez da democracia prometida pelos recursos tecnológicos, o que se vê é que desigualdades sociais e econômicas se acentuam e se intensifica o isolamento da população que não está inserida neste universo conectado. Os pobres, que são maioria da população e recebem educação precária, tem sido crescentemente escanteados,apartados do conhecimento.São atores sociais sem acesso ao palco tecnológico.

Como a informação e conhecimento definem quem detém o poder, o dinheiro garante que os ricos fiquem mais ricos e mantenham seu status. Quem é vitima da divisão virtual da sociedade, fica privado do acesso às ferramentas que permitem formas diferentes de compreender e se inserir no mundo moderno. Os pobres tornam-se cada vez mais pobres, financeira e intelectualmente. São vítimas do chamado apertheid digital,, que vai se aprofundar cada vez mais enquanto os processos pedagógicos desprezarem o potencial dos equipamentos porque os professores das escolas públicas não sabem lidar e/ou não tem acesso aos laboratórios de informática.

Para saber mais sobre Schiller é só clicar no tílutlo desta postagem e ler o material escrito por Tânia de Morais Soares. É só mexer alguns músculos das mãos, os olhos e ativar os neurônios....

Horoscopo para os criadores do blog

Horoscopo Mime - (somente o que interessa)

Áries: Mantenha-se em ação e evite que pensamentos desagradáveis tome conta da sua cabeça.

Virgem: Hoje você poderá se sentir um tanto inseguro quanto à sua imagem.

Sagitário: Hoje suas emoções prevalecem sobre seu intelecto.

Em breve, neste blog, a psiquiatra, psicanalista, antropologa, jornalista, massagista, astrologa e ex-baiana de acarajé em Luanda, Suely Miranda Radcliffe-Blue da Silva Castro, mas conhecida como Madame Mime, dará consultas on-line para todos os leitores interessados em resolver problemas de dor de cotovelo, falta de dinheiro, busca por um amor perdido ou nunca encontrado, falta de sentido para a vida e mau humor. Escrevam os seus problemas na campo de comentários e eles serão resolvidos com ajuda de Mime.

Drag-Virus-Queen pode ser inofencivo

O vírus HIV deverá trocar esse visual coloridinho no Brasil nos próximos anos. Ele vai ganhar uma nova capa feita de uma espécie de alga (Dictyota pfaffii), que vive no litoral brasileiro.
Pesquisadores do IOC (Instituto Oswaldo Cruz), da UFF (Universidade Federal Fluminense) e da Fundação Ataulpho de Paiva começam no mês que vem a segunda fase de testes de um gel microbicida, feito de uma substância isolada da alga e destinado a impedir a transmissão sexual.
"Nesta fase pré-clínica, que vai começar, vamos fazer testes em camundongos e em células também vivas do colo do útero" disse à Folha de São Paulo o imunologista Luiz Castello Branco, coordenador do estudo.
Na fase inicial do projeto, feita durante os três últimos anos, a eficiência do medicamento foi de 95%. "Vamos, com certeza, chegar ao produto final com uma eficiência superior a dos 50%", garante Castello Branco.
Você camundonga ou camundogo-leitor usaria a Dictyota pfaffi no seu íntimo?

domingo, 14 de janeiro de 2007

A grande-Missa

Capital legitima da moda, e mãe pàtria da alta costura, Paris inventou no século XIX os encontros ritmados pelas estaçoes. Logo, seguida por Milao, Londres, New York. Essas quatro cidades,rivais,cumplices e palcos do mundo, oferecem o panorama mais exaustivo das tendências. Abastecem compradores, editores e ditadores do que "deve" e "nao deve" no planeta "Vanity". Suprem, ainda,os estoques dos pequenos mestres da "copia" e também das industrias. Produzem a matéria prima do extase que derrete nas pistas de dança e nas passarelas de todas as tribos "fashion", que esperam ardentemente para se fazer ver e aparecer, se frotar nos ultimos efeitos tendenciais.
E com um efeito, inegavalmente luminoso,as grandes cidades que acolhem esses rituais de criaçoes vestimentarias sorvem cada retorno (imagem e dinheiro) emitido por admiriradores dos quatro cantos do mundo. Ao olhar e ao cortejo de profissionais,jornalistas e do povo planetario - que se movimentam e se acotovelam para assistir cada passo das tendencias - as "maisons" brilham. Um eco ultramoderno que faz vibrar as cordas economico-mediaticas de outras cidades. Moscou,Kiev,Shanghai,jakarta,Bali,Copenhague,Barcelona,Lisboa,Berlim,Atenas,Rio,Sao Paulo...Cada uma quer sua "Fashion Week". Cada uma sonha com sua tronizaçao nessa grande missa.

sábado, 13 de janeiro de 2007

A razão simbólica: uma proposta indecente.

No filme “Proposta Indecente” , Diana, a personagem de Demi More, depois de muito ponderar com o seu marido, David Murphy, interpretado por Woodey Harrelson, aceita dormir com outro homem em troca de um milhão de dólares. Iremos, neste ensaio aproximar a proposta que está sendo negociada neste neste filme de alguns estudos antropológicos e etnográficos para demonstrar como a dimensão simbólica das trocas, mesmo em instâncias individuais e não apenas morais, como indica Mauss em sua obra “Ensaio sobre a Dádiva”, media as nossas relações mas não são vividas como tais.

Mauss confere, às trocas nas sociedades primitivas, a categoria de “fato social total” que se exprime ao mesmo tempo, e de uma só vez, todas as espécies de instituições. Ele vai buscar em etnografias dados para configurar o seu conceito. Assim, o “kula” no Pacífico Ocidental e o “Potlatch” entre os nativos norte-americanos tornam-se emblemas da sua construção analítica que nos revela o quanto há de simbólico nas trocas entre coletividades.

“Nas economias e nos direitos que precederam os nossos, não se observam nunca, por assim dizer, simples trocas de bens, de riquezas e de produtos no decurso de um mercado passado entre os indivíduos. Em primeiro lugar, não se trata de indivíduos, trata-se de coletividades que se obrigam mutuamente, trocam e contratam; as pessoas presentes ao contrato são pessoas morais: clãs, tribos, famílias, que se atacam e se opõem, quer em grupos desafiando-se directamente, quer por intermédio dos seus chefes, quer de ambas estas duas maneiras simultaneamente. Além disso, o que eles trocam não são exclusivamente bens e riquezas, móveis e imóveis, coisas úteis economicamente. São, antes de mais, amabilidades, festins, ritos, serviços militares, mulheres, crianças, danças festas, feiras, cujo mercado não é senão um dos seus momentos e em que a circulação de riquezas mais não é do que um dos termos de um contrato muito mais geral e muito mais permanente.”

Em “Proposta Indecente”, na ordem do comércio, individualmente, o milionário John Cage interpretado por Robert Redford oferece um valor monetário hiperbólico para dormir com uma mulher. Ainda na ordem da razão prática desse comércio o casal aceita a proposta para pagar dívidas, construir uma casa, “garantir um futuro”. Afinal seria apenas uma noite em troca de um serviço de um corpo que seria oferecido sem o “hau”, o “mana” ou alma dos objetos que circulam nas trocas das coletividades primitivas.

“Uma cena decisiva é aquela em que, no cassino, ele pede-lhe que jogue em seu lugar – ela joga e ele ganha. Por meio desse gesto, ele seduz – é como se ele apostasse nela esse milhão de dólares, como se de repente ela se tornasse a aposta viva da partida e, como ganha , é como se ela tomasse o lugar do milhão de dólares que ele oferece para passar a noite com ele.... Não é que ela “valha ”um milhão de dólares; enquanto ser singular, ela não vale nada. Mas o milhão de dólares, posto em jogo dessa forma, também não vale nada – e é nessa circunstância de não-valor, nessa circunstância do nada , que podem passar de um a outro, de um no outro, sem perder na troca.”

O sociólogo e filosofo Jean Braudillard, ao analisar o filme, dá-nos a pista para entendermos que é na fantasia do aniquilamento ou na transfusão do valor que se dá, o que poderíamos dizer, uma não-troca como a proposta indecente feita pelo bilionário Cage e aceita pela pobre Diana seduzida por esse pacto: a mulher estaria neste jogo como um serviço a ser contratado e destituído de significados senão o comercial em que o seu objetivo deve ser o gozo de Cage mediado por um valor monetário que, na ordem cultural capitalista, pode ser trocado por tudo.
Inadvertido, Cage celebra o pacto que aos poucos se revela destituído de força porque o que ele queria comprar era o que não podia ser vendido, como um objeto sagrado que não circula nas sociedades primitivas descritas por Mauss. Cage invejava a relação, a cumplicidade amorosa que Diana tinha com o seu marido David e queria apropriar-se dela como se isso fosse possível.

David é um homem que vive o conflito entre o interesse e desinteresse de um milhão de dólares. É ele quem destrói o valor monetário, como em um Potlach, dedicando todo o dinheiro à causa da preservação dos hipopótamos, um ato que ele vive como de desapego para renascer “puro” e talvez resgatar mais tarde a sua relação com Diana. Mas o próprio Mauss sugere que “mesmo a destruição pura das riquezas não corresponde ao desapego completo que nela se poderia julgar contido. Mesmo estes actos de grandeza não estão isentos de egotismo” .

Inadvertida, Diana celebra o pacto imaginando que o seu corpo (taonga) estaria nesse acordo destituído da sua alma (hau). Mas já no direito maori citado por Mauss, o taonga está animado pelo hau da floresta, do seu território, do seu solo, ele é verdadeiramente “nativo”: o hau persegue qualquer detentor. A alma é parte do corpo de Diana e separa-la seria uma segunda fantasia que a seduz e que talvez seja a verdadeira razão de ter aceitado o contrato.

Uma equação cujo resultado é zero parece ser estabelecida entre eles. No entanto, o que podemos entender desse ensaio, com ajuda de Mauss e de outros autores, é que os participantes da “Proposta Indecente” vivem essa troca sem relação com qualquer construção analítica, assim como os participantes do Kula ou do Potlatch.
Eles vivenciam esse fenômeno, não como fluxos especulativos em torno de uma razão simbólica para os seus atos, e sim, com a fé, no acreditar em sua prática cotidiana de moral, direitos e obrigações, tão naturalmente quanto a própria língua que falam.

O pacto é realizado e vivido pelos protagonistas como se relações não fossem mediadas pelo simbólico. Shalins , ao traçar um paralelo entre a ordem da sociedade burguesa e a ordem das sociedades primitivas, conclui: “ devido ao fato do produtor se apresentar em busca de lucro, o consumidor em busca de bens “úteis”, o caráter simbólico básico do processo passa inadvertido para seus participantes”.
Mauss confirma a nossa a hipótese no trecho seguinte:

“Os historiadores sentem e objectam com todo o direito que os sociólogos constróem demasiadas abstrações e separam demasiado uns dos outros os diversos elementos das sociedades. É preciso fazer como eles: observar o que é dado. Ora, o dado é Roma, é Atenas, é o francês médio, é o melanésio desta ou daquela ilha, e não a oração ou o privilégio em si ” .

O pensar sobre as questões simbólicas dentro do contexto do “Kula”, do Potlatch ou da “Proposta Indecente”, como pode sugerir qualquer construção analítica do fenômeno, parece tão estranho para um nativo ou para um dos protagonistas do filme quanto a um de nós comprar uma palavra do nosso vocabulário.